Prótese Total

Próteses totais

Apesar da evolução da ciência odontológica, ainda hoje é notável a existência de uma significativa parcela de pacientes que perderam todos os seus dentes. O uso das próteses totais ou dentaduras – vulgarmente conhecida como chapa – é uma realidade na rotina do consultório que, apesar de erroneamente ser classificada como um trabalho simples, exige do profissional seus melhores esforços para compreender os problemas provenientes da falta dos dentes e estar conscientes da existência de dois pré-requisitos fundamentais para tornarem-se aptos a realizar o tratamento: extrema empatia pelo problema alheio e conhecimento pleno do alcance e das limitações das técnicas que podem ser utilizadas para reabilitar esses indivíduos e devolver-lhes a qualidade de vida.

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Retenção e a estabilidade da dentaduras

A prótese total é suportada inteiramente pela mucosa que recobre o osso remanescente do rebordo alveolar, ou seja, o volume de osso e gengiva que permanece após a perda total dos dentes. A retenção e a estabilidade dessas próteses – consideradas os pontos mais críticos desse tipo de tratamento – são influenciadas por muitos fatores, tais como a qualidade e quantidade da saliva, ação da musculatura e oclusão. Além disso, nem sempre se consegue as condições ideais de retenção e estabilidade em função de condições desfavoráveis como anatomia do rebordo residual e da mucosa, problemas de coordenação neuromuscular ou de intolerância ao uso da dentadura por parte do paciente.

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Confecção da prótese total

Na construção de próteses totais ou dentaduras, alguns princípios mecânicos, biológicos e estéticos deverão ser compreendidos e rigorosamente aplicados, para que o resultado final seja de uma prótese total com aparência tão natural quanto possível, com eficiência mastigatória e conforto no seu uso, o que significa ausência de deslocamentos e traumas. As dentaduras não são construídas diretamente na boca; decorre portanto a necessidade de moldagem da área basal, que resultam nos moldes, e estes nos modelos de gesso sobre os quais as próteses serão construídas. Para que esses modelos sejam representativos, devemos realizar a moldagem sob forças extremamente pequenas e controladas pois o objetivo é evitar ao máximo deslocamentos teciduais.

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